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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Garbhini Paricharya parte III

Cuidados ayurvédicos durante a gestação – Abhyanga


A gravidez e o nascimento, mais do que uma fase de mudanças no corpo feminino é um momento de mudança de hábitos e de entrega a novos começos. Durante nove meses a mulher intensifica sua auto-percepção, experimentando novas escolhas e novos caminhos. Muitas mulheres que costumavam fumar desde a adolescência passam a largar do cigarro quando descobrem a gravidez, deixando no passado este hábito tão danoso á vida. Por esta razão o período gestacional pode e deve servir como alavanca para uma mudança profunda de hábitos que dizem respeito a todo o planeta, mudanças estas que servem não apenas para a gestação, mas para toda a vida.

Para isso, o auto-conhecimento e a conecção com o corpo e com o bebê são fundamentais. A gravidez e a maternidade traz consigo transformações que, para muitas mulheres, são difíceis de encarar: a mudança do ritmo de vida, do corpo, da relação com o parceiro e com o trabalho. Para outras, é o corpo quem grita primeiro.

Entre as terapias ayurvédicas recomendadas para as futuras mamães, o abhyanga é a mais importante. Esta massagem, realizada com óleo morno e com a manipulação de pontos funcionais em todo o corpo, nutre e ampara a mulher nas transformações além de ajudar a preparar o corpo e a mente para o momento sagrado do parto.O abhyanga facilita o processo psicológico da gestação, desenvolvendo a consciência corporal e sensorial da mulher e intensifica a conexão com o bebê, atuando, por exemplo, como método de prevenção á depressão pós-parto. O abhyanga desarma a mente, facilitando o acesso a conteúdos inconscientes, ligados a ancestralidade e que geralmente tentam emergir através dos sonhos.
Além dos efeitos psicoenergéticos, o abhyanga atua profundamente nas queixas físicas que acometem a gestante e, por ser uma modalidade de massagem sistêmica tem efeito sobre as secreções glandulares, aumentando a produção de hormônios que irão equilibrar os níveis destas substâncias na circulação sanguínea. Este efeito é de importância singular, tendo em vista que, durante a gestação, a anormalidade hormonal acarreta em distúrbios do cistema circulatório como pressão arterial elevada e sobrecarga do coração e do sistema respiratório. Mãe e filho são um só, tudo o que a mãe sente o bebê também recebe, o que falta para mãe, falta para o bebê. Assim, melhorando as função circulatória da gestante, automaticamente o trânsito de oxigênio e nutrientes em direção a placenta também aumenta.

Principais indicações do abhyanga:

- dores, edema e inchaço nos membros inferiores
- dores nas costas, principalmente na região lombar
- constipação
- sobrecarga articular
- tensões musculares
- ansiedade
- cansaço
- dores de cabeça e vervicais
- azia
- prevenção de veias varicosas



A ayurveda recomenda que, durante os três primeiros meses de gestação, a massagem seja realizada com toques suaves, sem a manipulação incisiva nos pontos marmas, evitando também pressão acentuada nos pontos do pé e tornozelos, pois possuem função reflexa ao útero, além de perturbar o espírito do bebê . A direção dos movimentos deve ser oposta ao movimento linfático, isto é, deve ser realizada do centro para as extremidades, almejando a nutrição dos tecidos. O óleo mais apropriado deve ser escolhido de acordo com o dosha da gestante, que deve evitar deitar em decúbito dorsal para evitar a compressão das artérias. A partir do quarto mês, a massagem pode ser mais intensa e no sentido linfático, ficam proibidos a manipulação de muitos pontos também.







Outra recomendação ayurvédica é a massagem no períneo e vagina com óleo de gergelim apartir do oitavo mês de gestação afim de fortalecer o apana (forma de vata ou ar que move para baixo, responsável pelas eliminações e parto) e nutrir a região para a promoção da elasticidade afim de evitar rompimentos durante o parto. A massagem no períneo deve ser realizada pela própria gestante, duas vezes ao dia no nono mês de gestação.


continua...

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