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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Acupuntura Ayurvédica



Historicamente, a marmaterapia e a acupuntura tradiconal chinesa compartilham do mesmo útero fecundo de conhecimento, nascendo como gêmeos - em essência, que tomaram caminhos distintos em seu crescimento e desenvolvimento. Por isso, a existência de uma grande conexão entre estas técnicas. Ambas surgiram na mesma época mas foram desenvolvidas de maneiras diferentes pelos estudiosos – principalmente budistas que as carregaram entra a China, a Índia, o Ceilão e a Indonésia.

Os dois sistemas [ ayurvédico e chinês] possuem afinidade de linguagem, abordagem e metodologia, com ênfase na força vital [prana para os ayurvédicos e Qi para os chineses] e nas qualidades da natureza. Na medicina chinesa, isto torna forma no Yin e Yang e nos cinco elementos da terra, água, fogo, madeira e metal. Na Ayurveda, os elementos são representados pelos doshas (Vata, Pitta e Kapha) e nos cinco elementos éter, ar, fogo, água e terra.   
Para quem estuda as medicinas orientais e aprendeu a pensar com a linguagem Ayurvédica, por exemplo, fica muito confuso quando começa a estudar o modelo da MTC (Medicina Tradicional Chinesa) e vice-versa, mas quando o conhecimento se integra pode-se perceber que na realidade os dois sistemas são idênticos, apenas usam nomes diferentes. Observe estes dois esquemas de estudo dos 5 elementos, base para o desenvolvimentos de tratamentos de ambas as tradições:

A acupuntura ayurvédica é tradicionalmente citada com o nome de BhedanKarma e está contido nos métodos tradicionais de tratamento nos pontos de pressão chamados marmas, conhecimento este que pode ser encontrado no Suchi Veda escrito a 3.000 anos atrás e no Kalari Shastra, escrituras importantes para o estudo de marmas. O termo utilizado pelo Charaka, uma das principais fontes sobre a Ayurveda, utiliza o termo ‟agulhar” não apenas em tratamentos cirúrgicos mas também o descreve em tratamento de outros desequilíbrios. Na época em que estes textos foram escritos, as agulhas para a prática do BhedanKarma eram feitas de cobre, ouro, ossos e bambu, diferente das utilizadas hoje em dia.

A acupuntura ayurvédica atual não é conhecida e tão pouco desenvolvida como a Chinesa, este conhecimento está sendo aprimorado por médicos e terapeutas indianos e orientais que possuem conhecimento tanto na área da MTC quanto na Ayurveda. É importante lembrar que a ayurveda não considera o conhecimento como algo estático e a maneira de observar o mundo e suas relações com os olhos da Ciência da Vida – tradução literal de Ayur-Veda, é essencial para a constante evolução da ciência. Acredito muito nas possibilidades terapêuticas da acupuntura com visão ayurvédica, principalmente para potencializar respostas durante um tratamento ayurvédico com massagens, ervas, alimentação e prática de Yoga e Meditação, pois assim como na visão chinesa, o tratamento deve ser único e respeitar as características individuais de cada doença/desequilíbrio e são estas características que verdadeiramente contextualizam a acupuntura, sem ‟receita de bolo”como acontece na acupuntura médica.






Texto inspirado no livro The lost Secrets of Acupuncture do Dr. Frank Ros

3 comentários:

  1. Oi, Daiane, tudo bem?
    voce poderia indicar uma alimentação ideal no outono para os doshas? creio que deve ser diferente da que seguimos no verão.
    obrigado!

    outra pergunta, se possivel, no caso do uso do oleo de coco, para vata, que não é recomendado, eu me acostumei muito a usar ele no mingau de aveia de manha, junto com mel e iogurte, voce acha que posso continuar com isso no outono?
    o ghee já entrou no meu dia a dia e sou feliz usando na refeiçao principal, almoço.

    o trikatu pode tambem ser refogado com ghee? estou para fazer uma massala para vata, e para usar de tempero no dia a dia, o trikatu pode ser cosiderado uma massala para vata?

    desculpe o tanto de perguntas, mas seu site é tao legal, que virou fonte de referencia para mim e para muita gente tambem.
    abraços

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  2. Oi Sil, tudo bem sim. Vou escrever um post sobre alimentação ayurvédica no outono.. grata pela inspiração!

    Quanto ao óleo acredito que não terá problemas em ngeri-lo também no outono, o mingau é um alimento muito indicado para vata - nutritivo, quente. As propriedades do óleo são secundárias diante do todo desta composição.

    O trikatu pode sim ser refogado no ghee, mas acho que fica mais saboroso se acrescentar cominho e um pouco de coentro e curcuma, diminuindo a canela, se o caso é para pratos salgados. Além disso o ghee desperta o aroma das especiarias e conserva as propriedades por mais tempo!

    abraços,
    Daiane

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  3. valeu daiane super obrigado!!!
    o ghee com mel juntos são beneficos, que legal!
    bjos

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